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1 de nov. de 2011
27 de out. de 2011
23 de out. de 2011
Mudam-se os tempos
No bairro operário de Praga, na outra margem do Vístula, antigas fábricas estão a ser convertidas em centros de arte. Na foto, a antiga fábrica de vodka "Koneser".
21 de out. de 2011
Irreal social
O realismo socialista do pós-guerra não matou a ironia dos pintores polacos.
Wojciech Fangor, "Postaci", óleo sobre tela, 1950. Em exposição no MS2 de Łódź.
13 de out. de 2011
Toiletosaurus Rex
Durante muitos anos, do lado de cá da antiga cortina de ferro, era praticamente impossível utilizar uma casa-de-banho pública - fosse num restaurante, numa estação de comboios ou naquilo que aqui então se apelidava de centro comercial - sem ter de enfrentar uma possante e mal-encarada criatura, normalmente do sexo feminino, que guardava com unhas e dentes a entrada nos seus domínios, impedindo a passagem a quem não quisesse previamente aliviar-se de algumas moedas. Em Varsóvia, essa é hoje uma espécie em vias de extinção.
8 de out. de 2011
Regresso ao futuro
Para castigar a resistência dos burgueses e intelectuais de Cracóvia ao novo regime saído da Grande Guerra, o governo da República Popular da Polónia decidiu a criação de uma fábrica metalúrgica nos arredores da cidade e, junto à mesma, uma cidade-satélite, capaz de albergar centenas de milhar de proletários e, assim, corrigir o "desequilíbrio de classes" existente. Nowa Huta é uma utopia do realismo socialista tornada realidade e um exemplo de como a arquitectura pode ser uma arma ideológica. No final de uma das muitas avenidas monumentais sobressai a entrada da fábrica, ladeada por duas imitações de palácios renascentistas italianos, os edifícios mais representativos de todo o complexo. Nowa Huta é hoje um bairro de Cracóvia, rapidamente acessível por eléctrico a partir do centro da cidade, mas o que tem piada é fazer a visita ao volante de um dos carros da época (Polonez, Trabant, Lada...) que algumas empresas turísticas têm à disposição. Um passeio com muita classe por um passado sem classes.
4 de out. de 2011
30 de set. de 2011
Mantra
Eu só gostaria que me dessem um zloty por cada vez que aqui oiço a frase: "Na Polónia, solidariedade não é uma palavra vã".
8 de ago. de 2011
Todos para a mesa
Pergunte-se a uma dezena de polacos a que horas almoçam e ouvir-se-á dez respostas diferentes. Alguns mantêm o costume local de só comer pelas quatro, quando saem do trabalho, enquanto outros optam por estender a toalha sobre o teclado. Mas também há quem partilhe connosco esse hábito da pausa a meio do expediente, justificando a recente adopção nesta terra do neologismo lunch. Em todo o caso, a hora do almoço, que é uma instituição em Portugal, não tem paralelo na Polónia. O obiad, que é a grande refeição do dia, pode ter lugar algures entre o meio-dia e as cinco da tarde. O jantar também não tem hora certa e, não raras vezes, é-se convidado para um kolację muito antes da hora do telejornal. Talvez isso explique porque a maior parte dos restaurantes serve, ininterruptamente, entre as 11 da manhã e as 11 da noite.
17 de jul. de 2011
14 de jul. de 2011
Fortaleza Europa
Ao entrarmos na Aleje Jana Pawla II, como quem vem da estação central, somos assaltados por um grupo de soldados comunistas que saem pelas janelas de um prédio de outros tempos. Contudo, se repararmos bem nos seus capacetes, vemos que, afinal, a foice que os mesmos ostentam não é atravessada por um martelo, mas por dois traços, o que a faz assemelhar-se ao símbolo do Euro. Não dá para perceber se a moeda única europeia surge neste contexto como uma ameaça ou uma salvação, mas uma coisa é certa: a Polónia foi o único Estado-Membro europeu que continuou a crescer durante a actual crise económica e as suas autoridades já deram a entender, por outras palavras, que não têm pressa em aderir ao Euro. Para os polacos, o Euro prioritário é mesmo o Euro 2012...
9 de jul. de 2011
5 de jul. de 2011
3 de jul. de 2011
Rock Hard + Hard Rock
Um dos símbolos de Varsóvia é, simultaneamente, um dos seus edifícios mais altos. Com 231 metros de altura, o Palácio da Cultura e da Ciência oferece, desde 1955, as melhores vistas da cidade. Trata-se de "um presente do povo soviético", encomendado por Estaline no mais puro estilo do Realismo Socialista, para cuja conclusão foram necessários 40 milhões de tijolos. Apesar da vista panorâmica, este monumental rochedo, plantado no centro da cidade, não é tão visitado como o seu mais recente vizinho, o centro comercial Złote tarasy, pelo qual passa todos os meses um milhão de pessoas e do qual faz parte o omnipresente Hard Rock Café. Do tempo do comunismo ao templo do consumismo vai apenas um passo.
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